Uma das primeiras decisões de quem termina de escrever um livro é: tento uma editora tradicional ou publico por conta própria? Não existe resposta certa para todo mundo — existe a que faz mais sentido para o seu momento e para o seu objetivo com o livro.
Editora tradicional
Na editora tradicional, você envia o manuscrito e espera ser selecionado (o que pode levar meses, e a maioria dos originais é recusada). Se aceito, a editora banca os custos de produção, mas em troca fica com boa parte dos direitos comerciais e das decisões — capa, título, prazo de lançamento, tiragem — geralmente saem das mãos do autor. Os royalties costumam ser uma fração pequena do valor de cada livro vendido.
Autopublicação
Na autopublicação, você banca (ou financia aos poucos) os custos de ISBN, ficha catalográfica, diagramação, capa e impressão — mas mantém 100% dos direitos autorais, decide cada detalhe do livro e fica com a totalidade da receita das vendas. Também não depende de ser “aceito” por ninguém: se o livro está pronto, ele pode ser publicado.
Qual escolher
Alguns pontos ajudam a decidir:
- Quer controle total sobre capa, texto e prazo? A autopublicação é o caminho.
- Seu objetivo é ganhar visibilidade em grandes livrarias e mídia sem investir dinheiro agora? Vale tentar editoras tradicionais primeiro, mesmo sabendo que o processo é longo e incerto.
- Não quer esperar meses (ou anos) por uma resposta? A autopublicação coloca seu livro nas mãos dos leitores muito mais rápido.
- Tem um público específico já formado (redes sociais, comunidade, nicho definido)? A autopublicação costuma funcionar muito bem, porque você já sabe para quem vender.
Hoje, com a impressão sob demanda (falamos sobre ela em outro post daqui do blog), a autopublicação deixou de significar “imprimir mil exemplares e guardar na garagem” — o processo ficou muito mais acessível e sem risco financeiro alto.Quer entender o passo a passo de como funciona autopublicar com a gente? Fale com a Trajetória e tira suas dúvidas sem compromisso.